Quanto custa uma casa na praia? Descubra os custos que vão além do valor de compra e entenda como a multipropriedade pode ser a alternativa mais inteligente.
5 min de leitura
O sonho de ter um refúgio no litoral é compartilhado por muitas famílias. Saber quanto custa uma casa na praia, no entanto, vai muito além do valor de compra. Custos contínuos podem transformar o sonho da casa de praia em uma despesa difícil de sustentar.
Dados de mercado indicam um custo de vida mais alto no litoral. Existe a ideia de que os gastos terminam com a aquisição, mas impostos, taxas e a manutenção constante elevam o dispêndio total. A maresia, por exemplo, acelera a degradação de materiais.
Este artigo desmistifica quanto custa uma casa na praia, mostrando os gastos que muitos ignoram. Mostraremos o custo real para manter um imóvel na praia, detalhando as despesas que muitos não consideram, como taxas, manutenção e segurança.
Definir um valor exato de quanto custa uma casa na praia é difícil, pois o preço de compra depende de localização, tamanho, padrão e infraestrutura.
Balneário Camboriú, onde está localizado o Costao Estaleirinho, tem um metro quadrado altamente valorizado, com imóveis variando de centenas de milhares a milhões de reais.
Contudo, focar apenas no preço de aquisição é um erro. Este valor é só o começo. Após a compra, inicia-se um ciclo de despesas fixas e variáveis que formam o custo real de posse.
Uma casa na praia, especialmente se usada poucas vezes ao ano, demanda um orçamento de manutenção constante e bem planejado.
As informações sobre o custo de uma casa na praia geralmente se concentram no mercado imobiliário e no valor de compra. Os custos operacionais e de manutenção que surgem após a aquisição são frequentemente omitidos.
Estudos quantificam essa realidade. O especialista financeiro Paulo Portinho, por exemplo, em 2012, calculou o custo anual de uma segunda residência (avaliada em R$ 400 mil + reforma). O resultado? Mais de R$ 53 mil por ano, somando despesas diretas e o custo de oportunidade do capital investido.
Esses gastos podem gerar estresse financeiro. E, quando o lazer vira preocupação, o sentido das férias se perde. A falta de uso frequente, inclusive, pode aumentar certas despesas, como as de manutenção preventiva e segurança contra invasões ou danos pelo tempo.
Ignorar essas despesas recorrentes leva a surpresas no orçamento.
O cálculo de Portinho, que ultrapassa R$ 53 mil anuais, exemplifica o peso dos custos invisíveis.
Esse valor inclui o custo de oportunidade (R$ 28.600/ano no estudo) e mais de R$ 24 mil em despesas diretas anuais. Vamos detalhar os principais componentes desses gastos:
Os impostos estão entre as despesas fixas mais relevantes e muitas vezes negligenciadas. O IPTU em cidades litorâneas turísticas costuma ter alíquotas elevadas, refletindo a valorização e a demanda por serviços.
Um levantamento do Quinto Andar mostrou que cidades litorâneas dominam o ranking de IPTU per capita mais caro do Brasil, como Ilha Comprida (SP) e Bombinhas (SC).
Isso ocorre pelo alto padrão dos imóveis e foco no turismo. Dependendo da localização exata (“pé na areia”), pode incidir também a Taxa de Marinha (laudêmio). Some a isso taxas municipais como a de coleta de lixo.
Se o imóvel for em condomínio, a taxa mensal será um custo fixo alto. Mesmo fora de condomínio, a manutenção é cara e maior que em imóveis urbanos. A maresia acelera a corrosão de metais, danifica pinturas e eletrônicos.
Na multipropriedade, esses custos são rateados entre os coproprietários, tornando o valor mais previsível e acessível.
A umidade exige atenção com mofo e infiltrações. A manutenção preventiva (pintura especial, revisão de telhados) é uma despesa contínua e necessária.
O cálculo de Portinho estima gastos anuais apenas com manutenção básica e limpeza em cerca de R$ 2.600 (para o imóvel de R$ 400 mil).
O seguro residencial no litoral tende a ser mais caro devido aos riscos de intempéries, corrosão e, principalmente, por o imóvel ficar desocupado. Isso aumenta a vulnerabilidade a roubos.
Por isso, investir em sistemas de segurança ou contratar vigilância (estimado em R$ 1.200/ano no estudo) pode se tornar uma despesa fixa adicional no orçamento. O seguro do imóvel e do conteúdo também somam valores anuais (estimados em R$ 1.390/ano).
Uma casa na praia exige cuidados, mesmo vazia. Jardinagem e limpeza de piscina (se houver) geram gastos recorrentes. Para quem não mora na cidade, um caseiro ou empresa de administração pode ser necessário.
O estudo de Portinho calculou um custo anual de R$ 4.800 apenas com empregados parciais. Contas básicas (água, luz, internet, estimadas em R$ 3.000/ano) continuam ativas, mesmo sem uso.
Após conhecer os custos de manter uma casa, é importante entender como a multipropriedade se diferencia. Frente a um custo anual que pode ultrapassar R$ 50 mil, a multipropriedade surge como modelo alternativo.
A diferença está na diluição das despesas fixas. Na multipropriedade, você paga proporcionalmente ao tempo de uso adquirido.
Para quem busca um imóvel de alto padrão no litoral, a multipropriedade concilia desejo e racionalidade financeira.
Multipropriedade é propriedade real com escritura, porém otimizada. Você tem seu refúgio na praia, com segurança jurídica, sem o ônus financeiro da posse integral.
Responder quanto custa uma casa na praia exige olhar para os gastos contínuos. Ao fazer essa conta, a multipropriedade se apresenta como a opção que une o desejo do imóvel litorâneo à gestão financeira consciente.
Descubra um novo modelo de propriedade de luxo no litoral de Santa Catarina. Conheça o Costao do Estaleirinho Residence Club.
Manter uma casa na praia envolve custos anuais significativos que vão muito além do IPTU, podendo ultrapassar R$ 50 mil por ano, dependendo do valor e da localização do imóvel.
Considerando os altos valores do litoral e os custos associados, R$ 100 mil é um valor insuficiente para construir uma casa na praia em localizações valorizadas.